segunda-feira, 22 de maio de 2023

My Cariri- Ingles para Turismo Receptivo no território Geopark Araripe trabalho de Dr. Michel Macedo Marques

Atenção alunos  e professores de Inglês, dia 27 de maio, estaremos lançando, em parceria com a URCA e Geopark Araripe, a Cartilha "My Cariri - Inglês para Turismo Receptivo no Território do Geopark Araripe.



Este material é fruto da minha dissertação de Mestrado em Educação, é um material com uma abordagem inédita na região, visando o ensino de Inglês Instrumental para o recebimento de turistas internacionais, constando, pois de um vocabulário todo específico quanto à nossa realidade, mostrando nossos lugares, culturas e belezas.
O material está disponível para download no link: https://www.academia.edu/.../My_Cariri_Ingl%C3%AAs_para...
e, para participar do evento de lançamento, inscreva-se em: https://doity.com.br/1st-englishararipegeopark
Será um Lançamento/Oficina, com treinamento de como utilizar o material, que queremos que seja adotado, gratuitamente, na Rede Escolar, Cursos de Inglês e Cursos para Profissionais de Turismo do território.

Prof Dr. Michel Macedo Marques

Programações do 161º anos da Beata Maria de Araújo

Neste aniversário de 161 anos da Beata Maria de Araújo acontecerão vários momentos/eventos 

 Dia 23 de maio de 2023 
 

VI EDIÇÃO DA MOSTRA POEMAS PARA MARIA 







Brejo Santo, Barro, Lavras da Mangabeira, Mauriti e Missão Velha ganham cartórios eleitorais a partir desta segunda (22)

 

 O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE CE) Desembargador Inácio de Alencar Cortez Neto inaugurará entre os dias 22 a 26 de maio de 2023 cinco cartórios eleitorais na região do cariri. As unidades eleitorais dos municípios de Barro, Brejo Santo, Mauriti, Missão Velha,  e Lavras da Mangabeira passarão a funcionar em novos prédios.

As inaugurações desta semana fecham o ciclo da gestão 2021-2023 do TRE CE que foi marcada pela valorização da Justiça Eleitoral no interior do estado, proporcionando melhores acomodações para os usuários e servidores .

Até o momento, já foram inaugurados 15 cartórios nos seguintes municípios : Jaguaribe, Jucás, Caririaçu, Icó, Solonópole, Araripe, Acopiara, Cascavel, Caucaia, Ipu, São Benedito, Aracati, Quixadá, Senador Pompeu e Granja.

Inaugurações no Cariri:

Dia 22 /05 às 11h - BREJO SANTO _ à Rua Neco Jacinto, 136 bairro São Francisco
Dia 23/05 às 09h -  BARRO _ Rua Raimundo Inácio, 46 bairro Centro 
Dia 24/05  às 09h - MISSÃO VELHA - Rua Desembargador Juvêncio Santana, 222 bairro Centro
Dia 25/05 às 10h -  MAURITI - Rua Alcides Marques da Silva s/nº bairro Centro
Dia 26/05 às 09h -  LAVRAS DA MANGABEIRA -   sito à BR 230, Km 38, s/nº bairro Além Rio 

fonte: gazetadocariri



domingo, 21 de maio de 2023

Constituição e Lei Maria da Penha ganham tradução em idioma indígena

 


Quinze tradutores indígenas estão trabalhando em uma tradução da Constituição Federal para o nheengatu, língua de origem tupinambá falada por diversos povos que vivem na região amazônica. O trabalho deve ser concluído em outubro, com o lançamento da obra em uma cerimônia na cidade de São Gabriel da Cachoeira (AM). Será a primeira versão da Carta Magna em idioma indígena.

A iniciativa é do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e está sendo coordenada pelo presidente da Biblioteca Nacional, Marco Lucchesi, e pelo professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) José Ribamar Bessa. Outro projeto pretende traduzir a Lei Maria da Penha para idiomas indígenas, atendendo a uma demanda apresentada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Segundo Lucchesi, essas iniciativas são apenas o começo.

“Como o nheengatu tem uma relação importante com a língua portuguesa, no sentido de ser permeável, a gente vai dar uma ampliação maior no diálogo com a perspectiva jurídica”. Lucchesi destaca também duas questões associadas a essas iniciativas: disseminar o direito e dar protagonismo às línguas originárias.

O nheengatu é conhecido como língua geral amazônica. Ela começa a se formar espontaneamente por meio do contato entre indígenas de diferentes etnias nos aldeamentos coloniais, mas passa por diversas transformações por influência dos portugueses, sobretudo dos missionários religiosos que buscaram gramatizá-la e padronizá-la. No livro Introdução ao Estudo das Línguas Crioulas e Pidgins, o pesquisador Hildo Couto define o nheengatu como idioma cujo léxico é constituído a partir do tupi, enquanto a gramática se aproxima do português.

Apesar de ser um trabalho que Lucchesi vem desenvolvendo de forma pessoal, as traduções se alinham com um dos focos de atuação da Biblioteca Nacional sob sua gestão: aumentar o acervo da instituição relacionado aos povos indígenas e outras populações tradicionais do país. “São quase 300 línguas no Brasil, segundo o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística]. Estamos conferindo e organizando o ordenamento dos livros bilingues, para que a Biblioteca também os acolha”, explica.

A ampliação do acervo já está em andamento. A instituição está guardando fotos de populações do Vale do Javari, no Amazonas, produzidas no mês de março durante expedição que contou com a participação de Luchesi. Além disso, nos próximos dias, serão recebidas cópias de cartazes elaborados pelo TJMT que trazem informações importantes nas línguas maternas de vários povos indígenas.

“A Biblioteca Nacional é o espelho da memória do país. Se o Brasil desaparecesse e a Biblioteca Nacional ficasse, ela teria a capacidade de especular, refletir e devolver a imagem do país, porque aqui existem vários brasis. Ela tem aqui dentro a polifonia, todas as vozes”, avalia Lucchesi. Ele adiantou que a instituição está programando viagens a territórios quilombolas para também produzir registros nesses locais. “Estamos hoje preocupados em ampliar o nosso dossiê étnico”.

Internacionalização

A Biblioteca Nacional também está intensificando projetos de internacionalização da cultura brasileira. Um deles é a concessão de bolsas de tradução de obras brasileiras com demanda de leitores em outros países. Por meio dessa iniciativa, a obra A Paixão Segundo GH, de Clarice Lispector, ganhou em fevereiro sua primeira tradução em ucraniano. A autora nasceu no país europeu, mas veio para o Brasil ainda pequena, naturalizando-se depois.

Um aporte de R$ 1 milhão foi feito pelo Ministério da Cultura para financiar as bolsas este ano. De acordo com Lucchesi, a instituição pleiteia recursos também para a expansão do prédio anexo e para acelerar a digitalização das obras. Atualmente, cerca de um terço do acervo de mais de 10 milhões de itens está digitalizado.

Fonte: Agência Brasil